Apesar de uma dívida altíssima que o Vasco ainda tem com Carlos Alberto -
cerca de R$ 3 milhões entre salários atrasados e direitos de imagem -, a
saída do antigo camisa 10 de São Januário abriu espaço para pelo menos
dois jogadores de nome chegarem ao clube. Maior atração nessa "janela"
particular de reforços que ainda chega à Colina, o argentino Guiñazu vem
pra receber entre R$ 150 mil e R$ 200 mil - mais da metade do que
recebia a antiga estrela da campanha vascaína na Série B e no limite do
teto estipulado pela administração Roberto Dinamite. Além do desejo de
retornar ao futebol brasileiro e ficar na vitrine para a Copa de 2014, o
Vasco atraiu o argentino com um contrato mais longo (dois anos) e
conseguiu uma redução de salário de 40% em relação ao que o experiente
jogador recebia no Internacional e no Libertad, do Paraguai.
O negócio é apenas um dos que o diretor de futebol Ricardo Gomes e a
diretoria vascaína arquitetaram para recuperar um time com poucos nomes
expressivos e com resultados modestos. Internamente o clube ainda luta
para fazer ajustes na folha salarial. Embora vivam nova fase em São
Januário, os nomes de Eder Luis, Wendel e Tenorio, três dos que recebem
ou acima ou próximo ao máximo estabelecido para o elenco vascaíno, ainda
constam na mesma lista onde estava Carlos Alberto. Ou seja, de
enxugamento da folha salarial.
Cada um tem seu caso particular. O Vasco tem por Eder uma dívida que
beira os R$ 5 milhões com o Benfica, pela aquisição de seus direitos
econômicos no meio do ano passado - caso semelhante ao de Fellipe
Bastos, por quem o Vasco deve cerca de R$ 1,5 milhão. Apesar de
conseguir um novo prazo para pagamento - em duas parcelas, em dezembro
de 2014 e 2015 -, o clube pretende analisar propostas que chegarem pelo
atacante. Apesar dos 31 anos, Wendel ainda é um ativo importante para o
clube, porque tem mais dois anos de contrato. O equatoriano vive outro
caso: houve sondagens de equipes do Equador e até do futebol japonês,
mas hoje a tendência do atacante é permanecer em São Januáriio até o fim
do ano.
Para contratar nomes como André, Cris e Dátolo - que estuda a proposta
vascaína, entre outras, para deixar o Internacional - o Vasco sentou-se à
mesa com diretorias rivais e propôs a divisão de salários desses
jogadores. Uma parte será paga por Santos, Grêmio e Internacional,
respectivamente, enquanto os vascaínos arcam com o restante. Só assim
para não estourar a folha salarial vascaína.
Com muitos jogadores emprestados no elenco, a diretoria sabe que no ano
que vem vai ter que fazer uma outra grande reformulação no time e ainda
terá que se lançar ao mercado novamente. Poucos dos contratados nessa
condição de empréstimo vão permanecer. Mesmo assim, se ficarem, o mais
provável é que o clube busque uma renovação de empréstimo. No máximo,
vai haver um investimento para compra de parte dos direitos econômicos.
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